São formações tumorais benignas de capilares e vasos sanguíneos. Aparecem na pele como manchas ou tumorações avermelhadas e arroxeadas. Podem representar apenas alterações estéticas, mas os casos que surgem desde o nascimento podem ser mais extensos e levar a sangramentos, distúrbios da coagulação e compressão de órgãos vizinhos. É extremamente rara a transformação de um hemangioma numa lesão maligna.
A maioria dos hemangiomas desaparece por conta si com o tempo, mas, em alguns casos, podem exigir tratamento se causarem problemas como interferência na visão ou dificuldades respiratórias.
Existem dois tipos principais de hemangiomas: capilares (superficiais) e cavernosos (profundos), podendo também ser compostos com características de ambos. Os hemangiomas superficiais são mais visíveis e frequentemente localizados em áreas como o rosto, couro cabeludo ou costas. Já os cavernosos formam-se mais profundamente na pele, podendo ter uma cor azulada ou arroxeada.
Embora a causa exata dos hemangiomas não seja completamente conhecida, fatores como a genética e a exposição a certas proteínas durante a gestação podem contribuir para o seu desenvolvimento. O diagnóstico é feito por meio de exame físico e, quando necessário, com exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância magnética. O tratamento depende da gravidade e localização, podendo incluir desde vigilância ao longo do tempo, até intervenções cirúrgicas em casos mais complicados.